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Mistérios da ISO9001 #2: Eficácia de ações para adquirir competência

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Realizando auditorias por vários anos em diversas empresas, um ponto recorrente que para mim se tornou um mistério é o porquê de muitas empresas estabeleceram limites para avaliação da eficácia de ações tomadas para adquirir competência. 

O requisito 7.2 da ISO9001 diz que a organização deve determinar a competência necessária de pessoa(s) que realize(m) trabalho sob o seu controle que afete o desempenho e a eficácia do sistema de gestão da qualidade. Essa competência deve ser dada em termos de escolaridade, treinamentos e experiência apropriada para cada posição de trabalho, e, onde aplicável (necessário), tomar ações para adquirir a competência necessária e avaliar a eficácia das ações tomadas. Por fim, reter informação documentada apropriada como evidência de competência. 

Mas estranhamente, é muito frequente (pelo menos em nossa amostragem) que as organizações, normalmente o RH, determine que somente treinamentos acima de um certo número de horas (8 horas é um total que já ouvi mais de uma vez) mereçam uma avaliação de eficácia. Mas na norma não há essa previsão de um limite, então tecnicamente estabelecer esse limite seria uma não conformidade. Algumas empresas dão nomes diferentes a atividades similares, como por exemplo “palestras” e “conscientização” não necessitam avaliação de eficácia, apenas “treinamentos”, como forma de escapar da obrigação de avaliar eficácia das ações. Algumas chegam a estabelecer que “treinamento em procedimentos” e “autoestudo” não mereçam avaliação de eficácia. Mas esses subterfúgios demonstram uma incompreensão do que é a avaliação da eficácia dessas ações para adquirir competência. 

Alguém duvida que a empresa necessite de pessoas competentes em cada função? E alguém duvida que prover competência não represente algum custo para a empresa? Então o que há de errado em avaliar se a ação tomada para resolver o problema de competência foi eficaz? A empresa terá tanto recurso assim sobrando que não se importe se o que foi gasto (tempo, dinheiro, recursos) foi bem empregado? Não parece que esses subterfúgios são um exemplo de má gestão? 

Quem usa essas evasivas costuma alegar que avaliar a eficácia é um trabalho burocrático sem valor, e que estão agindo em favor da empresa para economizar recursos. Mas na realidade essa é uma falsa dicotomia, pois é 100% possível conciliar a avaliação de eficácia com emprego limitado de recursos. 

Na verdade o “nó” da questão é que as empresas em geral estabeleceram um formulário complexo para avaliação de eficácia de treinamento, mas a norma ISO9001 não estabelece a forma de se fazer isso. Outras empresas usam formas variadas como auditorias (que podem avaliar a eficácia de várias ações simultaneamente), testes (para treinamentos práticos), avaliação de indicadores (a melhoria ou não avaliação com base em estatística (para treinamentos que envolveram muitas pessoas), avaliação anual da eficácia junto com avaliação de desempenho, etc. 

Então, que tal usar essas ideias e implementar a avaliação da eficácia de todas as ações planejadas para aumentar a competência dos colaboradores? 

A Lato Qualitas pode auxiliar sua empresa a manter e melhorar o Sistema de Gestão de sua empresa. 

Autor do artigo:
Nasario de S. F. Duarte Jr.

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