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ESG: Entenda como a certificação PBQP-H pode ser uma poderosa aliada da sua construtora neste momento!

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Em 1987, a Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento publicou o Relatório Brundtland (Nosso Futuro Comum), o qual define Desenvolvimento Sustentável como: 

“O desenvolvimento que satisfaz às necessidades presentes, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades.” 

Já em 2002, o conceito de sustentabilidade foi oficialmente apresentado na Conferência Rio+10 ou Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável, em Joanesburgo (África do Sul). Nele, além do Desenvolvimento Econômico, foram consideradas questões ecológicas e sociais. Estabeleceu-se assim, o tripé da sustentabilidade, cuja constituição se dá por meio das esferas sociais, ambientais e econômicas.  

O laboratório de Sustentabilidade da Universidade de São Paulo definiu os tripés da seguinte maneira:  

Sustentabilidade social: Trata-se do capital humano de um empreendimento, comunidade, sociedade como um todo. Por exemplo: salário justo, adequação à legislação brasileira, bem-estar dos funcionários, ambiente de trabalho agradável, preocupação com a saúde do trabalhador, impactos das atividades empresariais nas comunidades limítrofes. 

Sustentabilidade ambiental: Refere-se ao capital natural de um empreendimento ou sociedade. Sabe-se que toda atividade econômica provoca algum impacto ambiental negativo, sendo assim a empresa deve pensar em formas de amenizar esses impactos. Isso pode ser feito repondo matéria-prima ou usando-a racionalmente, medindo a quantidade de gases poluentes que são emitidos e adotando medidas para evitar essa emissão. 

Sustentabilidade econômica: Refere-se ao alcance do lucro por meio da produção, distribuição e consumo dos produtos pensando em ações que minimizem a exploração do meio ambiente. 

Nos últimos anos, ouvimos falar cada vez mais na implementação do ESG nas empresas. O selo ESG (Environmental, Social and Governance) é concedido às empresas que demonstram comprometimento com a redução de impactos negativos decorrentes dos negócios na sociedade, garantindo aos investidores estarem associados a empresas comprometidas com o desenvolvimento sustentável e à sustentabilidade. 

O assunto tem se tornado cada vez mais relevante no mundo dos negócios e isso se deu devido a alguns fatores a citar: a emergência climática debatida em fóruns como as COP da ONU (a mais recente a COP-26 realizada na Escócia); a pressão por migração para modelos neutros em carbono; novas regulamentações que criaram incentivos e penalizações para empresas que não adotam modelos sustentáveis; além da maior consciência ambiental e social, bem como consequente cobrança, por parte das novas gerações. 

Uma régua importante para medir a sustentabilidade das empresas de capital aberto é o Índice de Sustentabilidade Empresarial da Bolsa de Valores de São Paulo, a B3 (ISE B3).  

“O ISE é uma ferramenta para análise comparativa da performance das empresas listadas na B3 sob o aspecto da sustentabilidade corporativa, baseada em eficiência econômica, equilíbrio ambiental, justiça social e governança corporativa”, explica a B3. 

A mais recente carteira do ISE B3 foi anunciada em 1° de dezembro de 2020 e vigora até 30 de dezembro de 2021. A atual carteira reúne 46 ações de 39 companhias. Desde a sua criação, em 2005, o ISE B3 apresentou rentabilidade de + 294,73% contra + 245,06% do Ibovespa. 

Atento às tendências de mercado, o PBQP-H (SiAC), desde sua versão de 2018, obriga que as empresas construtoras tenham em sua política um compromisso com a sustentabilidade, o que traz como consequência o obrigatório desdobramento desse comprometimento em objetivos relacionados ao tópico e todo o planejamento e adequação do sistema para atendê-lo. 

Além disso são exigidos indicadores e atendimento a requisitos legais de meio ambiente e SSO, e a outros requisitos aplicáveis, como por exemplo, o atendimento à Norma de Desempenho para Edificações Habitacionais (que também se relaciona com questões de sustentabilidade). 

Ainda sobre o ESG, é importante tomar alguns cuidados sobre o “banho verde” ou “greenwashing”, que seria o artifício que uma empresa utiliza para parecer ESG quando não é. Ao obter uma certificação de Sistema de Gestão como a PBQP-H ou outras como ISO14001 ou ISO45001, a empresa garante que atende a requisitos mínimos de gestão e que ela passou por uma auditoria, onde tais requisitos são avaliados por um organismo de certificação acreditado pelo Inmetro, garantindo assim que, de fato, possui práticas ESG. 

Quer garantir que sua empresa tenha uma certificação de Sistema de Gestão para comprovar práticas ambientais e sociais corretas? Entre em contato conosco da LQ Técnica&Gestão, podemos auxiliá-lo por meio de consultorias, auditorias, treinamentos e verificação de conformidade legal! 

Autor do artigo:
Rogério A. F. Duarte

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