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Os três Escopos dos Sistemas de Gestão

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O auditor, ao avaliar o processo de Gestão da Qualidade, questiona: 

-Por gentileza, houve alguma alteração no Escopo do Sistema de Gestão? 

Prontamente, o auditado: 

-Claro que não, continuamos fabricando peças de plástico! 

Um pouco desconsertado, o auditor insiste: 

-Na realidade, eu me refiro ao Escopo do Sistema de Gestão. Aquele que está no Manual. Vocês mantiveram o Manual? 

Aliviado, o auditado coloca sobre a mesa uma enorme pasta: 

-Ah, sim! Está aqui!  

O auditor então observa o texto: “Todos os requisitos desta Norma são genéricos e destinados a ser aplicáveis a todas as organizações, independentemente de seu tipo, tamanho e do produto e serviço que provê.” 

O auditor começa a redigir algo em seu relatório…

O pequeno texto acima demonstra uma situação comum em auditorias quando, ao solicitar o Escopo do Sistema de Gestão, é apresentada apenas a frase que está no certificado. Outra situação menos comum, mas que ocorre é quando organizações copiam o Capítulo 1 das normas, de nome “Escopo” no documento onde deveria estar o Escopo do Sistema. 

De verdade, existem 3 Escopos mencionados aqui: 

Escopo do Capítulo 1 das normas ISO: é o escopo da norma e não do Sistema de Gestão da Empresa. Não é um requisito. Ele determina apenas em quais tipos de organizações aquele Sistema de Gestão pode ser implantado e quais resultados espera-se obter com sua implantação.  

Escopo do Certificado: O escopo do Certificado é apenas um resumo do escopo do Sistema de Gestão, até por questão de o espaço ser reduzido. 

Escopo do Capítulo 4.3 das normas ISO: Este o escopo do Sistema de Gestão da empresa na íntegra. É a jurisdição do Sistema. Os limites e a aplicabilidade dos requisitos. Ele deve ser detalhado: O que a empresa faz? Para quem ela faz? Onde ela está? Até onde ela tem influência ou controle? Em qual contexto ela está inserida? Quais são os requisitos de partes interessadas que ela se propõe a atender? Existe algum requisito que não se aplica?  

Se o dia a dia da empresa fosse um jogo de futebol, o escopo seria as marcações do campo. Até onde as regras do jogo são aplicáveis? O goleiro pode segurar a bola com a mão fora da grande área? O que fazer quando a bola sai pela linha de fundo? 

Obs.: Desde 2015, não são permitidas exclusões de requisitos! Ainda há empresas com tais menções em seus escopos. O que existe, atualmente, são justificativas de não aplicabilidade. Uma empresa que não faz projetos, por exemplo, não aplica o item 8.3 da ISO9001 porque ela não consegue aplica-lo, não há projeto nos produtos que estão dentro do escopo. Outra situação: em uma empresa ISO14001, se um dos processos tem aspectos ambientais significativos, eu não posso excluí-lo do meu escopo.  

Em suma, o escopo deve ser uma declaração real e representativa das operações da organização, incluídas nos limites do seu sistema de gestão e não convém induzir ao erro as partes interessadas. 

Poderíamos, ainda, mencionar um quarto escopo, o escopo de auditoria, que é a abrangência e limites de uma auditoria e inclui uma descrição dos locais físicos e virtuais, funções, unidades organizacionais, atividades e processos, bem como o período de tempo. 

Desfazer esses mal-entendidos é a especialidade da LQ. Entre em contato conosco, diga-nos seus problemas e daremos a solução! 

Autor do artigo:
Rogério A. F. Duarte

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